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01/02/2024 PLANO DE CONTINGÊNCIA CANDIDA AURIS 2023 Plano de Contingência para a prevenção e o Controle da Candida Auris em Serviços de Saúde do Estado do Rio de Janeiro

Orientações para identificação, prevenção e controle de infecções por Candida auris em serviços de saúde – Nota-Tecnica-GVIMS-02_2022-C. auris-07.10.2022

 

 

1 Introdução

Candida auris é um fungo emergente que representa uma grave ameaça à saúde global, pois pode causar infecções invasivas, que são associadas à alta mortalidade, por ser multirresistente e levar à ocorrência de surtos em serviços de saúde. (Anvisa, 2022)

A palavra auris vem do latim e significa ouvido. Apesar do nome, C. auris também pode afetar muitas outras regiões do corpo, além de causar infecções invasivas, como as de corrente sanguinea. Há identificação de amostras isoladas em feridas, trato respiratório e urina, na maioria dos casos, apenas como colonizante. (Anvisa, 2022)

 

Plano de Contingência para a prevenção e o Controle da Candida Auris em Serviços de Saúde do Estado do Rio de Janeiro

 

A espécie é considerada um patógena emergente, pois já foram identificados casos em paises de 5 continentes até o momento. Estes casos variam desde doenças Invasivas, que são quase universalmente resistentes a antifúngicos (Anvisa, 2017), a apenas casos de colonização sem repercussão sistêmica.

É importante destacar que as infecções invasivas por qualquer espécie de Candida podem ser fatais. Com base em relatos com número limitado de pacientes, 30% a 60% dos pacientes com infecções de corrente sanguinea por C. auris evoluiram para óbito. (Anvisa, 2022)

Outro aspecto que requer atenção: a identificação de C. auris necessita de métodos laboratoriais especializados, visto que os métodos bioquímicos convencionais (manuais e eventualmente automatizados) e aqueles com base em análise morfológica não conseguem identificá-la. Devido este fato as taxas reais de incidência e de prevalência globais não são conhecidas, existindo uma provável subinotificação de casos. (Anvisa, 2022)

Diante da dificuldade da identificação da C. auris, a Gerência de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde da Anvisa (GVIMS/GGTES/Anvisa), em parceria com a Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB/DAEVS/SVS/MS), deu inicio, em outubro de 2016, à conformação da Rede Nacional para Identificação de C. auris em serviços de saúde brasileiros, impulsionada pela publicação de um Alerta Epidemiológico da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em outubro de 2016, que tratava de relatos de surtos de C. auris em serviços de saúde da America Latina, (Anvisa, 2020)

O início das atividades da Rede Nacional para identificação de C. auris se deu, efetivamente, em março de 2017, com a publicação do Comunicado de Risco nº 01/2017 - GVIMS/GGTES/ANVISA (Anvisa, 2017). O documento definiu a Rede Nacional para identificação de C. auris em serviços de saúde e detalhou orientações para a vigilância laboratorial, encaminhamento de isolados para laboratórios de referência e as medidas de prevenção e controle de IRAS pela Candida auris. Ele foi atualizado recentemente e a versão vigente é a NOTA TÉCNICA GVIMS/GGTES/ANVISA Nº 02/2022, disponível aqui.

Desde a primeira versão do documento o número de laboratórios de referência para a Rede Nacional aumentou e atualmente as seguintes instituições participam dessa rede:

- Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-Distrito Federal);

- Laboratório Central de Saúde Pública Prof. Gonçalo Moniz (Lacen- Bahia);

- Lacen-Paraná, o Lacen-São Paulo (Instituto Adolfo Lutz),

- Instituto Octávio Magalhäes/Funed (Lacen- Minas Gerais);

- Laboratório Nacional de Referência em Micoses Sistêmicas (LNRMS)

- Laboratório do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI)

- Laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro e

- Laboratório Especial de Micologia da Escola Paulista de Medicina (LEMI-UNIFESP).

(Anvisa, 2022)

Além disso, é importante destacar que todos os laboratórios de microbiologia que atendem serviços de saúde também fazem parte da Rede Nacional para identificação de C. auris e devem estar atentos para informar com agilidade à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) da unidade de saúde e à CECIH-RJ, a suspeita ou confirmação da ocorrência de casos de C. Auris, para que possam ser acionados os demais entes que participam em casos de confirmação de um surto de Candida auris, para apoiar o hospital nas ações de prevenção e controle bem como na investigação dos casos. (Anvisa, 2022).


Baixe o documento e leia o texto completo :

Orientações para identificação, prevenção e controle de infecções por Candida auris em serviços de saúde – Nota-Tecnica-GVIMS-02_2022-C. auris-07.10.2022

 

 

 

 

 

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